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terça-feira, 31 de março de 2009

A vida, o amor, a dor

Numa visão feminina, idealizada, do amor romântico, sempre achei muito inspirador me deparar com um casal de idosos, juntinhos, de mãos dadas, aparentemente em paz, felizes.
O tempo e a vida me mostraram que quase sempre as aparências enganam.A imensa maioria mantém a união por necessidades financeiras, sociais e porque não dizer afetivas; não porque o amor os tornou "felizes para sempre".
Quando conheci os amigos a quem vou renomear como Olavo e Maria voltei a acreditar que o convívio com amor perdura por anos e anos.O carinho leal, atencioso, companheiro, sempre me pareceu estar presente nestes mais ou menos 12 anos em que muitas vezes partilhei com os dois o mesmo tempo e espaço.
Maria, olhinhos verdes, vivazes, brilhantes, com invejável vontade de viver intensamente e retribuir com equivalência toda atenção com que foi agraciada.
Única mulher entre vários irmãos, muito mimada pelo pai, marido, filhos, netos e bisnetos
Por outro lado se dedicava à família, sendo uma avó ou bisavó adorável.
Sempre me ofereceu um cuidado quase maternal e foi impossível não amá-la.
Como a vida é madrasta, e não mima ninguém: já faz mais de um ano minha
amiga começou a ficar alheia, apática, diferente e todos questionávamos: O que acontece? Será a audição que não a deixa participar dos bate papos?
Que triste!!! Está doente, tem um mal que vai roubando a identidade, a memória, os amores, tudo enfim.
Minha amada e amável amiga já não está por trás dos lindos olhos verdes, que perderam o brilho.

Um comentário:

  1. Nossa, me emocionei em ler este texto. Muito profundo. beijos e se cuida viu!!

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