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domingo, 15 de março de 2009

Um tema polêmico

Logo depois da morte do meu pai fiz um comentário no mínimo estranho:Se fosse possível gostaria de transplantar partes do cérebro dele aos meus filhos. Pensei ser uma perda irreparável de cultura e experiência dos 81 anos dedicados a sorver com sofreguidão tudo que lhe trouxesse novos conhecimentos.Papai era ateu.Sempre que lhe perguntava o que lhe ocorreria depois que morresse,(talvez preocupada com a salvação de sua alma)
Invariavelmente recebia a seguinte resposta: Minha filha agora eu existo, depois vai ser o nada. Sou um pouco diferente; acredito em uma força superior que comanda este Universo imensurável e nas criaturas que nele vivem por ínfimos períodos de tempo comparado a enormidade do tempo cósmico , mas não acredito nas religiões criadas por homens poderosos que querem controlar, manipular os mais fracos e tementes a Deus.Nem cabe aqui comentar as terríveis atrocidades cometidas através da história em nome desta ou daquela religião.Não acho que Deus aprove tais atos,tampouco aprovaria o despreparo do Arcebispo que excomungou todos os envolvidos no caso da menina de 9 anos violentada pelo padastro, menos o estuprador.Fiquei pasma ao ouvi-lo declarar que era mais importante preservar a vida dos fetos que eram inocentes e que eram mais importantes que a vida da própria.(ela não seria inocente?)repercutiu tão mal que o próprio papa já o desautorizou para preservar a imagem da igreja.Penso que se a igreja condena o aborto até nestes casos que colocam vida da mãe em perigo ela deve tomar medidas práticas tais como: assumir todos os riscos e até se responsabilizar pela sobrevivência e educação de todos os envolvidos(mãe e filhos).
Admiro os que tem uma fé inabalável e seguem fielmente uma religião, pois possuem uma muleta poderosa para as horas de aflição.Só vejo uma qualidade fantástica nos ateus, nunca vi, não li, ou ouvi falar que tentem arrebanhar infiéis para o seu lado...

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