Quando ouço determinadas músicas ou leio alguma passagem de um livro interessante, sinto uma nostalgia avassaladora, uma saudade intensa de algo que não vivi, que não sei bem o que seria, mas que deveria fazer parte de minha experiência pessoal.
As vezes perco até o fôlego com emoções que não são minhas e que me vem refletidas através de imagens ou de sons que fazem aflorar em mim vontades inexplicáveis pois delas não tenho referências e não sei se seriam satisfatórias.
Como se estivesse em um filme tridimencional, sou transportada emocionalmente para situações que gostaria de ter sentido ou compartilhado.
O tempo nos apaga a beleza exterior, mas não é capaz de roubar os sonhos mais profundos, delicados, que advém dos nossos frágeis e inatingíveis anseios.Penso que mesmo quando considerados “velhos”, é inegável que todos gostaríamos de sentir sempre as delícias provocadas pela doença da paixão , do amor e das amizades verdadeiras.(todas raras). Improvável, mas ninguém é proibido de pensar, sonhar.
Mesmo acompanhados, sem a solidão material, concreta, sem a comunhão de espíritos, todos os seres humanos são implacávelmente sós e buscam se tornar completos, aconchegados , seguros, através do entrosamento com o semelhante. Essa é uma tarefa árdua e inglória e o principal que resulta dessa procura é a mera constatação de que a plenitude é uma utopia. Temos que aceitar a idéia de que não podemos depender de nada ou ninguém para ser feliz. Só eu posso me tornar feliz.
quarta-feira, 10 de fevereiro de 2010
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Adorei esse post.
ResponderExcluirOla, vc. tem razao, estes sentimentos so afloram em nossas mentes , quando estamos a procura de algo que esta muito proximo de nos mesmos. Feliz em reencontrar alguem,Parabens pelo texto.DS.
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