Sem querer posar de paladina da verdade ou antropóloga, ouso arriscar um palpite bem discutível: as pessoas se dividem em dois grandes grupos que não poderiam ser mais heterogêneos ou seja: as que perdoam e as vingativas.
As primeiras são bem menos interessantes do ponto de vista dramático. Raramente fazem escândalos, gritam, discutem ou reagem à dor publicamente ou até entre quatro paredes. Seus sintomas mais aparentes são lágrimas silenciosas a escorrer pela face e algumas vezes choro engolido e palavras sussurradas que não provocam grande comoção. Internamente a dor as corrói por algum tempo, mas logo conseguem perdoar o agente que provocou esta dor e por incrível que pareça tratá-lo com certa gentileza.
Por outro lado, quando uma ser humano vingativo é ferido não há nada que amaine ou ajude a cicatrizar este machucado.As casquinhas vão sendo arrancadas à medida que tentam fazer seu trabalho; mantendo a chaga sempre aberta. O único alívio para a dor é planejar sofrimento maior para o ente que a iniciou. Nem a morte redime o famigerado da ofensa praticada e o único foco será o sofrimento passado e repassado em todas ocasiões possíveis enquanto trêmule a chama da própria vida.
Pela própria saúde física e sanidade mental, deveríamos todos exercitar a absolvição de quem nos magoou. O rancor só vai corroer as entranhas de quem o cultivar.
Por que focar toda energia em apenas algumas pessoas quando o mundo tem um superpopulação, multivariada? Que tal vivenciar outras experiências e aproveitar o milagre de estar vivo?
sábado, 18 de abril de 2009
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