Juntamente com meu marido e meu filho estou me preparando para visitar minha irmã em Barcelona. Só estive lá uma vez em 95 e os dois nunca estiveram apesar dela residir naquele país há mais de 20 anos.
Ao lado dos entraves burocráticos alfandegários, tenho a preocupação financeira. Passagens parceladas, comprar a moeda local com as economias de quase uma vida ( guardando os parcos recursos que o erário nos deixa sobejar após impor pesadíssima carga tributária, sobre salários , que a meu ver não se caracterizam como “renda.
Hoje, domingo, me refestelo para ler a revista semanal costumeira e invariávelmente me deparo com denúncias de abusos e mais abusos perpetrados pelos nossos “Honoráveis Congressistas”: aqueles que deveriam representar a vontade de quem os elegeu e lutar com afinco para fazer o regime democrático funcionar de acordo com os interesses comuns ao povo brasileiro.
Que horror!!!!! Só usam o cargo para angariar vantagens particulares, mesquinharia pura , maldade incomparável, pois muitos deles já são multimilionários. A gana de espoliar o patrimônio público é ilimitada.
Denúncia após denúncia não assistimos a qualquer punição concreta, raramente uma cassação e quando pensamos que haviam evaporado da cena política eis que os vislumbramos retornando vitoriosamente ao poder, reconduzidos pelos votos do mesmo povo que foi deslavadamente prejudicado, lesado e porque não dizer achimcalhado por Vossas Excelências. Quando não retornam pessoalmente sempre tem algum herdeiro do “espólio político” que com certeza continuará com as mesmas práticas lesivas.
Penso que 200 ou até mesmo 300 anos não bastarão para educar políticamente a população do Brasil para conseguir separar o joio do trigo. Quando será que vamos eleger alguns pelo menos, que tenham como objetivo melhorar as condições de todos e não pensar apenas no próprio bolso e nos descendentes até a 10a geração?
Voltando à viagem ; fantasio em como seria interessante ter uma verba especial para as passagens; mas como não passo de uma mera cidadã, pagadora de impostos vou ter que continuar batalhando duro para pagar minha sobrevivência e também meu lazer; o que certamente todos deveríamos fazer. Hello senhores congressistas, estamos atentos. ( Pelo menos alguns gatos minguados).
domingo, 26 de abril de 2009
sexta-feira, 24 de abril de 2009
Tres gatinhas
Tenho 3 gatinhas. Duas persas amarelas, lindas, amorosas, cada uma do seu modo. A outra é minha favorita e me é preciosa, esta da inigualável raça humana.
Uma das persas se chama Mel nome perfeito para esta espécime de cor dourada como esta iguaria deliciosa, mas seu humor varia e só se deixa ser acariciada quando quer ou ocasionalmente do nada se permite dar uma longa passada de rabo pelas nossas pernas e este ato pode ser considerado uma grande deferência. Pela manhã fica indocil enquanto não me dirijo ao jardim e deixo um filetezinho de água a escorrer da torneira quando bebe até provocar soluços. Neste ato sua filhinha Frida, adoravelmente prognata, com dois dentinhos salientes a acompanha. Frida não tem a beleza imponente da mãe mas é de uma doçura incomparável. Está sempre me acompanhando e provocando para brincar. Com as patinhas afofa o sofá, a cama, as cobertas ou meu colo para se acomodar bem próximo a mim. Dizem que os gatos são falsos, traiçoeiros, indiferentes mas sempre que a acaricio sou retribuída, liga seu motorzinho interno e fica por muitos minutos ronronando bem alto e ocasionalmente me dá umas lambidinhas agradecidas. Esqueci de contar que a Mel adora sacolas e basta fazer algum barulhinho específico que vem correndo curiosa tentando se enfiar entre as alças e fica satisfeita com este brinquedo improvável.
Minha outra gatinha está numa fase pós adolescência, época de transição e escolhas importantes período efervescente durante o qual queremos sorver com sofreguidão a vida adulta que se apresenta com todas suas insinuantes nuances e por alguns momentos minha falta de hormônios entra em parafuso com seu excesso de vontade de viver plena e independentemente.
Algumas vezes gostaria de agir como a Mel que quando a Frida a incomoda por qualquer motivo simplesmente dá uma patadinha e a faz fugir para longe: mas como sou humana e mãe amorosa engulo minha frustração e a trago ternamente pra junto do meu peito que presumo é o lugar onde devem estar os filhos.
Uma das persas se chama Mel nome perfeito para esta espécime de cor dourada como esta iguaria deliciosa, mas seu humor varia e só se deixa ser acariciada quando quer ou ocasionalmente do nada se permite dar uma longa passada de rabo pelas nossas pernas e este ato pode ser considerado uma grande deferência. Pela manhã fica indocil enquanto não me dirijo ao jardim e deixo um filetezinho de água a escorrer da torneira quando bebe até provocar soluços. Neste ato sua filhinha Frida, adoravelmente prognata, com dois dentinhos salientes a acompanha. Frida não tem a beleza imponente da mãe mas é de uma doçura incomparável. Está sempre me acompanhando e provocando para brincar. Com as patinhas afofa o sofá, a cama, as cobertas ou meu colo para se acomodar bem próximo a mim. Dizem que os gatos são falsos, traiçoeiros, indiferentes mas sempre que a acaricio sou retribuída, liga seu motorzinho interno e fica por muitos minutos ronronando bem alto e ocasionalmente me dá umas lambidinhas agradecidas. Esqueci de contar que a Mel adora sacolas e basta fazer algum barulhinho específico que vem correndo curiosa tentando se enfiar entre as alças e fica satisfeita com este brinquedo improvável.
Minha outra gatinha está numa fase pós adolescência, época de transição e escolhas importantes período efervescente durante o qual queremos sorver com sofreguidão a vida adulta que se apresenta com todas suas insinuantes nuances e por alguns momentos minha falta de hormônios entra em parafuso com seu excesso de vontade de viver plena e independentemente.
Algumas vezes gostaria de agir como a Mel que quando a Frida a incomoda por qualquer motivo simplesmente dá uma patadinha e a faz fugir para longe: mas como sou humana e mãe amorosa engulo minha frustração e a trago ternamente pra junto do meu peito que presumo é o lugar onde devem estar os filhos.
quarta-feira, 22 de abril de 2009
Mães e Filhos
Pronto, já estou entrando de cabeça nesse assunto pisado, repisado e que qualquer compêndio não faria reinar a harmonia absoluta entre as duas partes. Centenas, milhares ou incontáveis laudas foram escritas por leigos, doutores, sobre essa quase saga de amor e ódio entre principalmente as mater dolorosas e seus rebentos.
A minha experiência pessoal me proporciona um certo embasamento de como são regidos e como funcionam estas engrenagens: minha mãe quer, eu não quero; minha mãe quer, eu não quero;
Desde a infância me senti detentora de um instinto maternal quase vulcânico. Nem cabe aqui discorrer sobre a pobreza e insipidez da vida sem meus amados filhos. Compartilhamos lágrimas, gargalhadas, frustrações e até alguns momentos de tensão, seja por conta de atitudes das quais discordo, ou enfim, quando sem querer querendo, interfiro na vida deles que são maiores, vacinados etc. Como diria meu cunhado: esta característica és muy típica de las madres.
Nunca cogitei, sequer em sonhos, ser retribuída pelo carinho e amor incondicionais dedicados em todos estes anos, mas todos gostamos de ser amados e respeitados. Não posso me queixar pois estou bem servida nesta área e muito raramente ocorre algum atrito.
Outrossim há pais (mães) e filhos que vivem em guerra declarada e sem esperança de armistício. Por razões incontáveis os filhos perderam totalmente o respeito e consideração e os pais se sentem feridos, impotentes, magoados.
De certa forma a antiga convenção de que os filhos devem amparar os pais na velhice, está bastante combalida, como diriam alguns não cabe na estrutura da vida moderna, mas o carinho, atenção cuidado, camaradagem devem ser uma constante. O amor nunca sobra, sempre haverá alguém ávido para recebê-lo. Claro que estas atitudes devem ocorrer sem imposições, cobranças, reclamações de qualquer das partes envolvidas, pois disso decorrerá um ônus insuportável, desviando-se do objetivo principal que é a harmonia e paz no relacionamento em foco.
A minha experiência pessoal me proporciona um certo embasamento de como são regidos e como funcionam estas engrenagens: minha mãe quer, eu não quero; minha mãe quer, eu não quero;
Desde a infância me senti detentora de um instinto maternal quase vulcânico. Nem cabe aqui discorrer sobre a pobreza e insipidez da vida sem meus amados filhos. Compartilhamos lágrimas, gargalhadas, frustrações e até alguns momentos de tensão, seja por conta de atitudes das quais discordo, ou enfim, quando sem querer querendo, interfiro na vida deles que são maiores, vacinados etc. Como diria meu cunhado: esta característica és muy típica de las madres.
Nunca cogitei, sequer em sonhos, ser retribuída pelo carinho e amor incondicionais dedicados em todos estes anos, mas todos gostamos de ser amados e respeitados. Não posso me queixar pois estou bem servida nesta área e muito raramente ocorre algum atrito.
Outrossim há pais (mães) e filhos que vivem em guerra declarada e sem esperança de armistício. Por razões incontáveis os filhos perderam totalmente o respeito e consideração e os pais se sentem feridos, impotentes, magoados.
De certa forma a antiga convenção de que os filhos devem amparar os pais na velhice, está bastante combalida, como diriam alguns não cabe na estrutura da vida moderna, mas o carinho, atenção cuidado, camaradagem devem ser uma constante. O amor nunca sobra, sempre haverá alguém ávido para recebê-lo. Claro que estas atitudes devem ocorrer sem imposições, cobranças, reclamações de qualquer das partes envolvidas, pois disso decorrerá um ônus insuportável, desviando-se do objetivo principal que é a harmonia e paz no relacionamento em foco.
sábado, 18 de abril de 2009
Vingaça e perdão
Sem querer posar de paladina da verdade ou antropóloga, ouso arriscar um palpite bem discutível: as pessoas se dividem em dois grandes grupos que não poderiam ser mais heterogêneos ou seja: as que perdoam e as vingativas.
As primeiras são bem menos interessantes do ponto de vista dramático. Raramente fazem escândalos, gritam, discutem ou reagem à dor publicamente ou até entre quatro paredes. Seus sintomas mais aparentes são lágrimas silenciosas a escorrer pela face e algumas vezes choro engolido e palavras sussurradas que não provocam grande comoção. Internamente a dor as corrói por algum tempo, mas logo conseguem perdoar o agente que provocou esta dor e por incrível que pareça tratá-lo com certa gentileza.
Por outro lado, quando uma ser humano vingativo é ferido não há nada que amaine ou ajude a cicatrizar este machucado.As casquinhas vão sendo arrancadas à medida que tentam fazer seu trabalho; mantendo a chaga sempre aberta. O único alívio para a dor é planejar sofrimento maior para o ente que a iniciou. Nem a morte redime o famigerado da ofensa praticada e o único foco será o sofrimento passado e repassado em todas ocasiões possíveis enquanto trêmule a chama da própria vida.
Pela própria saúde física e sanidade mental, deveríamos todos exercitar a absolvição de quem nos magoou. O rancor só vai corroer as entranhas de quem o cultivar.
Por que focar toda energia em apenas algumas pessoas quando o mundo tem um superpopulação, multivariada? Que tal vivenciar outras experiências e aproveitar o milagre de estar vivo?
As primeiras são bem menos interessantes do ponto de vista dramático. Raramente fazem escândalos, gritam, discutem ou reagem à dor publicamente ou até entre quatro paredes. Seus sintomas mais aparentes são lágrimas silenciosas a escorrer pela face e algumas vezes choro engolido e palavras sussurradas que não provocam grande comoção. Internamente a dor as corrói por algum tempo, mas logo conseguem perdoar o agente que provocou esta dor e por incrível que pareça tratá-lo com certa gentileza.
Por outro lado, quando uma ser humano vingativo é ferido não há nada que amaine ou ajude a cicatrizar este machucado.As casquinhas vão sendo arrancadas à medida que tentam fazer seu trabalho; mantendo a chaga sempre aberta. O único alívio para a dor é planejar sofrimento maior para o ente que a iniciou. Nem a morte redime o famigerado da ofensa praticada e o único foco será o sofrimento passado e repassado em todas ocasiões possíveis enquanto trêmule a chama da própria vida.
Pela própria saúde física e sanidade mental, deveríamos todos exercitar a absolvição de quem nos magoou. O rancor só vai corroer as entranhas de quem o cultivar.
Por que focar toda energia em apenas algumas pessoas quando o mundo tem um superpopulação, multivariada? Que tal vivenciar outras experiências e aproveitar o milagre de estar vivo?
quarta-feira, 15 de abril de 2009
Relacionamentos
Estou ciente de que algumas vezes sou tachada de chata, estressada e irritante pela minha família e pessoas do convívio. ( com alguma razão)
Com certeza foi a vida que me transformou nesta criatura apressada, ansiosa, com premência de resolver os problemas que vão surgindo no dia a dia. Preciso de tudo pronto para “ontem”, pois foi assim que sempre resolvi quando as crianças eram pequenas e meu trabalho com grande carga horária. Era muito exigida e a demanda pela eficiência sempre foi grande ( tinha que ser rápida, centrada, competente para tudo funcionar a contento). Graças a Deus tive muita ajuda de algumas “secretárias”, uma delas ainda me acompanha. Como foram importantes, sem elas teria pirado.
Eis o resultado. Reconheço que as vezes me torno insuportável, mas sempre por razões concretas, importantes pelo menos para mim. Não sou chata apenas para fazer tipo ou irritar alguém em especial.
A adolescente “ligth” tornou-se uma senhora responsável e preocupada. Estou pronta para mudanças , ajuda e sugestões a respeito serão bem vindas, pois sou a mais prejudicada pelo meu modo atribulado de viver.
Com certeza foi a vida que me transformou nesta criatura apressada, ansiosa, com premência de resolver os problemas que vão surgindo no dia a dia. Preciso de tudo pronto para “ontem”, pois foi assim que sempre resolvi quando as crianças eram pequenas e meu trabalho com grande carga horária. Era muito exigida e a demanda pela eficiência sempre foi grande ( tinha que ser rápida, centrada, competente para tudo funcionar a contento). Graças a Deus tive muita ajuda de algumas “secretárias”, uma delas ainda me acompanha. Como foram importantes, sem elas teria pirado.
Eis o resultado. Reconheço que as vezes me torno insuportável, mas sempre por razões concretas, importantes pelo menos para mim. Não sou chata apenas para fazer tipo ou irritar alguém em especial.
A adolescente “ligth” tornou-se uma senhora responsável e preocupada. Estou pronta para mudanças , ajuda e sugestões a respeito serão bem vindas, pois sou a mais prejudicada pelo meu modo atribulado de viver.
domingo, 12 de abril de 2009
Neuras
Acho que nunca vou conseguir aproveitar plenamente os bons momentos da vida pois a ansiedade, o medo de dar tudo errado, a preocupação, antecedem todas as experiências e situações que vou enfrentar. Já trabalhei muito esse meu lado negativo e pode parecer inacreditável melhorei muito com a maturidade, mas falta e como falta chão pra percorrer. Gostaria de ser calma, serena, mas inconscientemente antecipo problemas, falhas, acidentes que possam dificultar ou até por um fim catástrófico em qualquer projeto pessoal ou de algum ente querido.
Odeio ser assim. Fazer caraminholas mil, sonhando ou tendo pesadelos que felizmente nunca se concretizam. Agora mesmo estou prestes a fazer uma viagem que deveria me proporcionar só prazer e diversão e fico fantasiando problemas: medo da viagem aérea, perder a conexão, não conseguir me comunicar. Estou plenamente consciente que quem sofre por antecipação sofre duas vezes por situações imaginárias que na maior parte das vezes não se concretizam e são de fácil solução.
Por que não consigo dar uma guinada e me tornar uma clea zen cantarolando mantras , transbordando calma e inundando todos a minha volta com a plenitude da paz. Quando as situações que acho serem de risco envolvem algum dos meus filhos pareço um vulcão prestes a entrar em erupção: tudo borbulha e explode internamente. Na superfície , para quem não me conhece bem passo a falsa impressão de calma. Tenho consciencia de que não detenho o controle de nada e não posso impedir o planeta de girar. Só detenho o manejo da minha cabeça, da minha consciência e minha sanidade ( por enquanto ). Faço o propósito de agir proativamente para mudar de vez essa minha atitude insana e curtir sem neuras tudo que a vida me oferece.
Odeio ser assim. Fazer caraminholas mil, sonhando ou tendo pesadelos que felizmente nunca se concretizam. Agora mesmo estou prestes a fazer uma viagem que deveria me proporcionar só prazer e diversão e fico fantasiando problemas: medo da viagem aérea, perder a conexão, não conseguir me comunicar. Estou plenamente consciente que quem sofre por antecipação sofre duas vezes por situações imaginárias que na maior parte das vezes não se concretizam e são de fácil solução.
Por que não consigo dar uma guinada e me tornar uma clea zen cantarolando mantras , transbordando calma e inundando todos a minha volta com a plenitude da paz. Quando as situações que acho serem de risco envolvem algum dos meus filhos pareço um vulcão prestes a entrar em erupção: tudo borbulha e explode internamente. Na superfície , para quem não me conhece bem passo a falsa impressão de calma. Tenho consciencia de que não detenho o controle de nada e não posso impedir o planeta de girar. Só detenho o manejo da minha cabeça, da minha consciência e minha sanidade ( por enquanto ). Faço o propósito de agir proativamente para mudar de vez essa minha atitude insana e curtir sem neuras tudo que a vida me oferece.
sexta-feira, 10 de abril de 2009
Rural e Urbano
Sexta Feira Santa, linda, ensolarada, melhor ainda nesta fazendola bucólica próxima a Bocaiúva do Sul. Poderia até colocar em dúvida se não houvesse acompanhado a metamorfose desta área antes coberta por um capoeirão descuidado, agora pouco mais de uma década depois, transformada em paraíso para os que apreciam a verdadeira beleza da natureza.
Nada foi feito por milagre ou obra do acaso, mas com trabalho duro e perseverança. Árvores replantadas ainda bebês, agora escondem a linha do horizonte: araucárias, eucaliptos, pinnus, plátanos, cedros, bracatingas todas desfilam sua frondosa beleza purificando o ar. Lagoas peladas, repovoadas com milhares de peixinhos multicoloridos para alegria de olhos passeadores. Bonsais esculturados com maestria.
Mantenho os olhos fechados para me concentrar no som local: sapinhos coaxando, galinhas cocoricando, cavalos relincham ao longe e eis que me assusto com os berros de uma rã touro. Toda essa transformação deveu-se a uma pessoa determinada, cuidadosa e sem medo de encarar qualquer trabalho seja braçal ou intelectual. Único ambientalista de verdade que conheço praticamente desde sempre. Sempre preservou a natureza antes que isso se tornasse moda ou real necessidade, algo inigualável e verdadeiramente digno de reconhecimento.
Preciso passar por um processo de renascimento para conseguir permanecer por muito tempo por aqui: nesta geração nasci com uma forte inquietude urbana.
Nada foi feito por milagre ou obra do acaso, mas com trabalho duro e perseverança. Árvores replantadas ainda bebês, agora escondem a linha do horizonte: araucárias, eucaliptos, pinnus, plátanos, cedros, bracatingas todas desfilam sua frondosa beleza purificando o ar. Lagoas peladas, repovoadas com milhares de peixinhos multicoloridos para alegria de olhos passeadores. Bonsais esculturados com maestria.
Mantenho os olhos fechados para me concentrar no som local: sapinhos coaxando, galinhas cocoricando, cavalos relincham ao longe e eis que me assusto com os berros de uma rã touro. Toda essa transformação deveu-se a uma pessoa determinada, cuidadosa e sem medo de encarar qualquer trabalho seja braçal ou intelectual. Único ambientalista de verdade que conheço praticamente desde sempre. Sempre preservou a natureza antes que isso se tornasse moda ou real necessidade, algo inigualável e verdadeiramente digno de reconhecimento.
Preciso passar por um processo de renascimento para conseguir permanecer por muito tempo por aqui: nesta geração nasci com uma forte inquietude urbana.
quarta-feira, 8 de abril de 2009
Doentes e doenças
Pode parecer balela, invencionice minha, mas enquanto no mundo todo, até em alguns países desenvolvidos , pessoas morrem às moscas em filas, nas ruas, casas, casebres em favelas, ao ar livre e onde quer que as procuremos por falta de assistência médica preventiva.
No outro lado da página estão milhares de outras que não o fazem por genuíno e puro medo de procurar e encontrar uma doença séria. Fazendo um cálculo bem superficial e sem embasamento, apenas em alguns casos próximos a mim ou nem tanto; o número deve ficar entre 2 ou 3% dos adultos com livre arbítrio para procurar ajuda.
São seres que ao sentirem alguma dor transitória ou crônica, mal estar, desconforto, tentam mascarar seus sintomas com panacéias caseiras e até remédios indicados por parentes, amigos, farmacêuticos ou sabe-se lá quem, mas com certeza não um especialista.
Relutam em pisar em consultórios médicos, clínicas, hospitais, fazer exames laboratoriais, por pavor de serem diagnosticados com alguma doença grave.
Poupem-me!!!!!! Não estamos mais na época em que as pessoas eram tratadas com elixires mágicos, sangrias e sanguessugas. Temos inúmeros recursos e a cada dia surgem novidades promissoras na área médica.
Morrer vamos de qualquer jeito, mas é melhor enfrentar o problema de frente. Agir deste modo é o mesmo que andar com os olhos vendados à beira de um despenhadeiro e não enxergar a ponte para ultrapassá-lo.
No outro lado da página estão milhares de outras que não o fazem por genuíno e puro medo de procurar e encontrar uma doença séria. Fazendo um cálculo bem superficial e sem embasamento, apenas em alguns casos próximos a mim ou nem tanto; o número deve ficar entre 2 ou 3% dos adultos com livre arbítrio para procurar ajuda.
São seres que ao sentirem alguma dor transitória ou crônica, mal estar, desconforto, tentam mascarar seus sintomas com panacéias caseiras e até remédios indicados por parentes, amigos, farmacêuticos ou sabe-se lá quem, mas com certeza não um especialista.
Relutam em pisar em consultórios médicos, clínicas, hospitais, fazer exames laboratoriais, por pavor de serem diagnosticados com alguma doença grave.
Poupem-me!!!!!! Não estamos mais na época em que as pessoas eram tratadas com elixires mágicos, sangrias e sanguessugas. Temos inúmeros recursos e a cada dia surgem novidades promissoras na área médica.
Morrer vamos de qualquer jeito, mas é melhor enfrentar o problema de frente. Agir deste modo é o mesmo que andar com os olhos vendados à beira de um despenhadeiro e não enxergar a ponte para ultrapassá-lo.
terça-feira, 7 de abril de 2009
Redução do IPI - trocar de carro?
Alguns fatos nos deixam indignados e não dá só para engolir em seco.Vou pelo menos reagir a meu modo.
As montadoras de automóveis tem sofrido revézes dramáticos pelo mundo afora, após anos e anos navegando em mares de almirante.
Aqui no Brasil, o governo se antecipou aos problemas e concedeu uma ajuda substancial,com a redução de impostos e os primeiros meses do ano se revelaram os melhores dos últimos anos(os anteriores já tinham sido soberbos, atentemos para o incrível aumento da frota nas ruas).
Pois é, eu, uma brasileirinha, pagadora pontual e assídua de impostos e taxas, pensei ingenuamente... Puxa!!!!! Vou aproveitar essa redução de IPI para trocar meu carro 2007, seminovo, quase zero, pois não atingiu ainda os 14.000 KM rodados, por um novinho em folha. Quem não gostaria? Fiquei toda empolgada. Informada pelos jornais e revistas e também pela tabela da FIPE, sabia que o preço do meu usado havia caído um bocado, mesmo assim fui toda confiante sondar o negócio com o zero dos meus sonhos.
Doce ilusão, na avaliação do meu seminovo, além dos 30% da defasagem provocada pela crise, crivaram menos 25% no preço de tabela e o modelo novo teve um chamado de pequeno reajuste pelo vendedor.
Vão se catar. Vendam carros novos e explorem quem faz questão de “TER”. Não faço e não “SOU” otária. Por mim podem falir, entrar em concordata, explodir. Por que só o consumidor carrega o ônus? Para nós nada de auxílio, só bordoada.
As montadoras de automóveis tem sofrido revézes dramáticos pelo mundo afora, após anos e anos navegando em mares de almirante.
Aqui no Brasil, o governo se antecipou aos problemas e concedeu uma ajuda substancial,com a redução de impostos e os primeiros meses do ano se revelaram os melhores dos últimos anos(os anteriores já tinham sido soberbos, atentemos para o incrível aumento da frota nas ruas).
Pois é, eu, uma brasileirinha, pagadora pontual e assídua de impostos e taxas, pensei ingenuamente... Puxa!!!!! Vou aproveitar essa redução de IPI para trocar meu carro 2007, seminovo, quase zero, pois não atingiu ainda os 14.000 KM rodados, por um novinho em folha. Quem não gostaria? Fiquei toda empolgada. Informada pelos jornais e revistas e também pela tabela da FIPE, sabia que o preço do meu usado havia caído um bocado, mesmo assim fui toda confiante sondar o negócio com o zero dos meus sonhos.
Doce ilusão, na avaliação do meu seminovo, além dos 30% da defasagem provocada pela crise, crivaram menos 25% no preço de tabela e o modelo novo teve um chamado de pequeno reajuste pelo vendedor.
Vão se catar. Vendam carros novos e explorem quem faz questão de “TER”. Não faço e não “SOU” otária. Por mim podem falir, entrar em concordata, explodir. Por que só o consumidor carrega o ônus? Para nós nada de auxílio, só bordoada.
segunda-feira, 6 de abril de 2009
Meu legado
Curtindo mais uma das incontáveis dores de cabeça que me foram agraciadas pela vida até este ponto, fiquei filosofando com minhas madeixas, sobre o tanto que essa famigerada me roubou da vida.
Noites mal dormidas, passeios não aproveitados, viagens frustrantes. O pior foi o peso de trabalhar 8, 9 horas sem me focar o necessário, com a produção afetada. Dor de cabeça é realmente incapacitante, só quem tem sabe sopesar a carga a que estou me referindo. Algumas pessoas nunca passaram por isso nem quando estão gripadas e o escambau, merecem ser chamadas de escolhidas, abençoadas.
Foram feitas 4 ou 5 tomografias, eletros, radiografias, exames do corpo todo e nada.Visitei alopatas, homeopatas, acupunturistas. Receitaram massagens, shiatsu, chás, remédios e mais remédios, nada ajuda.
Estou conformada, só vou me livrar dela quando a vida for embora. Se tenho que sofrer para estar viva. Vamos lá, que vou toureá-la. O que me deixa realmente triste é ter passado a mais uma geração este doloroso legado.
Noites mal dormidas, passeios não aproveitados, viagens frustrantes. O pior foi o peso de trabalhar 8, 9 horas sem me focar o necessário, com a produção afetada. Dor de cabeça é realmente incapacitante, só quem tem sabe sopesar a carga a que estou me referindo. Algumas pessoas nunca passaram por isso nem quando estão gripadas e o escambau, merecem ser chamadas de escolhidas, abençoadas.
Foram feitas 4 ou 5 tomografias, eletros, radiografias, exames do corpo todo e nada.Visitei alopatas, homeopatas, acupunturistas. Receitaram massagens, shiatsu, chás, remédios e mais remédios, nada ajuda.
Estou conformada, só vou me livrar dela quando a vida for embora. Se tenho que sofrer para estar viva. Vamos lá, que vou toureá-la. O que me deixa realmente triste é ter passado a mais uma geração este doloroso legado.
sexta-feira, 3 de abril de 2009
Dando um tempo
Devem ter percebido que estou dando um tempo.O Banzo não quer me largar, sem contar meus problemas com o computer.
Para os que dominam os comandos ou desmandos no dito cujo, deve ser estranho se deparar com os erros básicos cometidos por mim na edição e postagem dos textos. Afinal, quem não nasceu tendo o mesmo na sala ao lado, logo foi apresentado em escolas, lan houses e principalmente no próprio lar.
Por favor, mais uma vez aceitem minhas desculpas. Juro que estou tentando melhorar.
Antes das postagens, corrijo, acerto margens, parágrafos, espaços, tento salvar a versão correta, mas quando finalmente consigo editar lá permanecem as mesmas falhas: Palavras soltas nas linhas, faltam espaços após os pontos, espaços indevidos e tudo mais que devem estar cansados de notar. Não imaginam como é frustrante para alguém com baixo QI (quociente de informática) lidar com esses detalhezinhos tão corriqueiros para os experts de plantão, ou seja todo mundo nascido depois de 1960. Estou dando o meu melhor para sair da era das trevas.
Para os que dominam os comandos ou desmandos no dito cujo, deve ser estranho se deparar com os erros básicos cometidos por mim na edição e postagem dos textos. Afinal, quem não nasceu tendo o mesmo na sala ao lado, logo foi apresentado em escolas, lan houses e principalmente no próprio lar.
Por favor, mais uma vez aceitem minhas desculpas. Juro que estou tentando melhorar.
Antes das postagens, corrijo, acerto margens, parágrafos, espaços, tento salvar a versão correta, mas quando finalmente consigo editar lá permanecem as mesmas falhas: Palavras soltas nas linhas, faltam espaços após os pontos, espaços indevidos e tudo mais que devem estar cansados de notar. Não imaginam como é frustrante para alguém com baixo QI (quociente de informática) lidar com esses detalhezinhos tão corriqueiros para os experts de plantão, ou seja todo mundo nascido depois de 1960. Estou dando o meu melhor para sair da era das trevas.
quarta-feira, 1 de abril de 2009
Governo Ideal
Acabo de me informar através da Folha Online, que 1(um dia) após a prorrogação do IPI, visando manter a demanda por automóveis 0 Km, desta vez com exigência, por parte do governo, da manutenção de empregos, que a Peugeot do Brasil demitiu 250 funcionários.
Indignada, fico me perguntando se algum dia haverá algum regime de governo que priorize o "ser humano"; afinal o que é mais importante o homem ou os governos?
Quem é mais importante o criador ou a criatura?
No capitalismo, ante qualquer ameaça aos lucros polpudos, o primeiro a ser descartado sem choro nem vela é o trabalhador.Sim, o pobre que não tem lucros amealhados nos anos de bonança; investidos em bancos, financeiras, açoes, imóveis , o que seja, mundo afora. O dinheiro do tempo das "vacas gordas" não evaporou simples-
mente.Apenas mudou de mãos e quem o detém obviamente está vivendo a larga.
O socialismo, apesar de endeusado pelos idealistas do final do século XIX, início do XX e até hoje em algumas republiquetas com ardorosos defensores até aqui na
terrinha; comprovadamente não funcionoui em lugares como a China e União Soviética.
O Estado, sempre ditatorial, com o objetivo de igualdade social; oprime, massifica, cerceia a liberdade e sempre haverá classes privilegiadas:a igualdade social é uma utopia: Sempre haverá uma chibata para manter o rebanho sob controle.
Vejo ainda um malefício nefasto e perturbador do qual nenhum dos regimes está isento: a corrupção.
Amainada a indignação (mas nem por isso esquecida), me resta o consolo de viver sob um estado laico, sem esta ou aquela Religião ditando normas de vida, comportamentos, relacionamentos e até imposições no vestuário. Tchicabum Bam, Bum
Eita nóis!!!!!!!
Indignada, fico me perguntando se algum dia haverá algum regime de governo que priorize o "ser humano"; afinal o que é mais importante o homem ou os governos?
Quem é mais importante o criador ou a criatura?
No capitalismo, ante qualquer ameaça aos lucros polpudos, o primeiro a ser descartado sem choro nem vela é o trabalhador.Sim, o pobre que não tem lucros amealhados nos anos de bonança; investidos em bancos, financeiras, açoes, imóveis , o que seja, mundo afora. O dinheiro do tempo das "vacas gordas" não evaporou simples-
mente.Apenas mudou de mãos e quem o detém obviamente está vivendo a larga.
O socialismo, apesar de endeusado pelos idealistas do final do século XIX, início do XX e até hoje em algumas republiquetas com ardorosos defensores até aqui na
terrinha; comprovadamente não funcionoui em lugares como a China e União Soviética.
O Estado, sempre ditatorial, com o objetivo de igualdade social; oprime, massifica, cerceia a liberdade e sempre haverá classes privilegiadas:a igualdade social é uma utopia: Sempre haverá uma chibata para manter o rebanho sob controle.
Vejo ainda um malefício nefasto e perturbador do qual nenhum dos regimes está isento: a corrupção.
Amainada a indignação (mas nem por isso esquecida), me resta o consolo de viver sob um estado laico, sem esta ou aquela Religião ditando normas de vida, comportamentos, relacionamentos e até imposições no vestuário. Tchicabum Bam, Bum
Eita nóis!!!!!!!
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