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quarta-feira, 10 de fevereiro de 2010

Sobre Sonhos

Quando ouço determinadas músicas ou leio alguma passagem de um livro interessante, sinto uma nostalgia avassaladora, uma saudade intensa de algo que não vivi, que não sei bem o que seria, mas que deveria fazer parte de minha experiência pessoal.
As vezes perco até o fôlego com emoções que não são minhas e que me vem refletidas através de imagens ou de sons que fazem aflorar em mim vontades inexplicáveis pois delas não tenho referências e não sei se seriam satisfatórias.
Como se estivesse em um filme tridimencional, sou transportada emocionalmente para situações que gostaria de ter sentido ou compartilhado.
O tempo nos apaga a beleza exterior, mas não é capaz de roubar os sonhos mais profundos, delicados, que advém dos nossos frágeis e inatingíveis anseios.Penso que mesmo quando considerados “velhos”, é inegável que todos gostaríamos de sentir sempre as delícias provocadas pela doença da paixão , do amor e das amizades verdadeiras.(todas raras). Improvável, mas ninguém é proibido de pensar, sonhar.
Mesmo acompanhados, sem a solidão material, concreta, sem a comunhão de espíritos, todos os seres humanos são implacávelmente sós e buscam se tornar completos, aconchegados , seguros, através do entrosamento com o semelhante. Essa é uma tarefa árdua e inglória e o principal que resulta dessa procura é a mera constatação de que a plenitude é uma utopia. Temos que aceitar a idéia de que não podemos depender de nada ou ninguém para ser feliz. Só eu posso me tornar feliz.

domingo, 7 de fevereiro de 2010

De Deus e os homens

Esta semana recebi uma amiga querida que mais uma vez tentou me arrebanhar para o credo religioso que ela professa.
Amizade, política e religião são como a água e óleo, não se misturam e as tentativas
acabam sendo frustradas e causam escoriações e perdas em pelo menos uma das partes.
Meu querido pai que este mes foi homenageado pela Justiça Eleitoral do Paraná que nominou como Dr. Waldemar Ferraz de Camargo o Fórum Eleitoral de Mandaguari PR era ateu convicto e preferia não polemizar a respeito, sempre dizia que tinha argumentos para embasar sua convicção em discussão até com o papa se fosse o caso.Mesmo assim preferia não professar sua "não fé".
Como já disse mais de uma vez adoraria ser uma crente fervorosa, mas sou uma fiel de segunda classe, pois não sigo este ou aquele preceito pois penso que todos foram escritos por homens fortes como forma de manter os fracos sob domínio. Adorei uma frase que o Ni disse em um papo de família:"Dizem que Deus criou o homem a sua imagem e semelhança, mas é bem provável que o homem tenha criado Deus a sua imagem e semelhança. Nem por isso deixaremos de fazer o bem ao próximo ou ter uma réstia de esperança na vida eterna.

sexta-feira, 15 de janeiro de 2010

Homenagem ao Dr. Waldemar

WALDEMAR FERRAZ DE CAMARGO
Placa em homenagem que será instalada no Cartório eleitoral de Mandaguari PR


Nasceu na cidade de Itaberá (SP), em 13 de dezembro de 1918. Filho de Aparício Ferraz de Camargo e Laudelina de Oliveira Camargo.  Bacharelou-se pela Faculdade de Direito do Largo São Francisco, da Universidade de São Paulo, em 1948, onde teve como colegas de turma o ator Paulo Autran e o político Ulysses Guimarães. No ano seguinte, mudou-se para Londrina e iniciou suas atividades profissionais como advogado. Em 1950, radicou-se em Mandaguari, tornando-se um dos primeiros advogados do município e onde dedicou toda sua vida ao trabalho e aos estudos na área jurídica. Sua paixão pelo Direito o levou a lecionar a disciplina de Direito Civil na Universidade Estadual de Maringá durante a década de 1970. Atuou como assessor jurídico da Prefeitura Municipal de Mandaguari em três gestões administrativas e também junto à Cooperativa dos Cafeicultores de Mandaguari por muitos anos. Foi um dos fundadores do Clube Recreativo de Mandaguari, onde também exerceu o cargo de presidente. Advogado militante atuou em diversas comarcas do Estado, nas mais variadas causas, tanto na esfera civil quanto criminal e trabalhista. Faleceu em 19 de junho de 2000. Foi casado com Afra Fuzetti Camargo e deixou três filhos: Cléa Ferraz de Camargo, Iná Ferraz de Camargo e Fábio Ferraz de Camargo.

quinta-feira, 14 de janeiro de 2010

Biografia: Meu Pai

Meu pai, cuja biografia, feita pelos seus 3 filhos, segue abaixo, será homenageado
pelo TRE do Paraná com a denominação do Cartório Eleitoral de Mandaguari PR com solenidade marcada para o dia 28.01.2010.

BIOGRAFIA

WALDEMAR FERRAZ DE CAMARGO


Waldemar Ferraz de Camargo nasceu em Itaberá-SP a 13 de dezembro de 1918, e era o primeiro dos seis filhos de D. Laudelina de Oliveira Camargo e do Senhor Aparício Ferraz de Camargo.

Cursou o primário em sua cidade natal e posteriormente saiu do interior para a cidade de São Paulo, onde estudou na Faculdade de Direito da Universidade de São Paulo, Largo de São Francisco, tendo colado grau no ano de 1948.

Vencida a etapa de sua formação acadêmica e no intuito de galgar degraus em sua vida profissional, mudou-se para a cidade de Londrina-PR, onde, juntamente com o colega Dr. João Laras, manteve uma parceria de curta duração em um escritório de advocacia, pois, em suas andanças pelas valiosas terras de nosso Estado, se viu atraído a se radicar em Mandaguari, no ano de 1950, se tornando um dos primeiros advogados do município, onde dedicou toda sua vida ao trabalho e aos estudos na área jurídica.

No dia 24 de junho de 1950, casou-se com Afra Fuzetti, sendo que de tal união advieram os filhos Cléa Ferraz de Camargo, Iná Ferraz de Camargo e Fábio Ferraz de Camargo.

Na advocacia, sua paixão sempre foi o direito civil, que dizia ser a mola mestre de todo o estudo jurídico, fator que o levou a ser professor de tal matéria na Universidade Estadual de Maringá na década de 70.

Atuou como assessor jurídico da Prefeitura Municipal de Mandaguari em três gestões administrativas, e também da então Cooperativa dos Cafeicultores de Mandaguari por vários anos.

Advogado militante, atuou em diversas comarcas de nosso Estado, nas mais variadas causas, tanto na esfera civil quanto criminal e trabalhista.

Manteve durante alguns anos escritório de advocacia na cidade de Maringá-PR em sociedade com o Dr. Oscar Pereira dos Santos, na época ex-Promotor de Justiça aposentado e professor da Universidade.

Foi um dos fundadores do Clube Recreativo de Mandaguari, onde também exerceu o cargo de presidente.

Em 14 de abril de 2000 foi homenageado pela Associação Comercial e Industrial de Mandaguari, que, como pioneiro desta cidade, ajudou a escrever a sua história.

Além de ser um profissional dedicado e estudioso, Waldemar Camargo não poupava tempo para dar atenção a outros colegas que o procuravam para discutir e dirimir dúvidas que muitas vezes surgiam nas lides processuais.

Em Curitiba, seu correspondente para acompanhamento de recursos nos tribunais era o eminente Dr. Egas Dirceu Moniz de Aragão, Advogado de alto saber jurídico.

Com inteligência, memória e cultura admiráveis, podemos dizer que foi um estudante aplicado durante toda a vida. Amava ler, estar sempre aprendendo e passando seus conhecimentos. Era versado nos mais variados assuntos: política, história, artes, com carinho especial pela música clássica, e línguas, sendo fluente em inglês, alemão, espanhol, francês e latim.

Contemporâneo de vários expoentes da vida pública durante o curso na Faculdade de Direito do Largo de São Francisco em São Paulo, entre eles Paulo Autran, Ulysses Guimarães, Osken de Novaes e outros, nunca foi seduzido pela política ou notoriedade, preferiu viver uma vida simples no município onde se casou e morou até morrer no dia 19 de junho de 2000.

sexta-feira, 8 de janeiro de 2010

Eu e Bach

Passeando pelo YouTube acabei de ouvir a Aria Para Corda Sol de J.S.Bach. Não sei quantas centenas de vezes esta peça já me emocionou. Muitas delas ainda criança, quando meu pai botava pra rodar os LPs de 78 rotações, me iniciando não sei se voluntária ou involutariamente nos prazeres de seu mundo particular.
Continuei desfrutando desse prazer na vida adulta pois me casei com uma criatura que sempre adorou esse tipo de música. Sou bem estranha, pois é muito raro tomar a iniciativa de procurar ouvir o que gosto. Sempre curto por tabela, quando alguém de minha convivência decide o repertório.
Não sei é preguiça, comodismo ou o que. Agora com a Internet estou obrigatoriamente mais independente nesta área.
Voltando a Bach essa ária me passa uma dor infinita, me fala do desamor, das angústias, da fragilidade e da inexorável finitude da vida, mas conta também da extrema beleza, sensibilidade e empatia que podemos passar ou não a outros seres humanos.(Bach conseguiu de maneira magnífica).
Certamente, depois que não estiver mais neste planeta gostaria que quem me conheceu e me amou, ao ouvir esta belíssima pérola de arte, não se fixe apenas na genialidade do autor, deixe aflorar a lembrança de que estive aqui.

terça-feira, 5 de janeiro de 2010

Eu queria

Queria dormir no fundo do mar, olhando as estrelas na noite a vagar.
Queria sonhar com o que nunca fui, poder me esvair nesta dor que ora flui.
Queria sentir o cálido toque de mãos que se unem sem pestanejar e simplesmente amar...
Queria voltar a mais tenra infância, recomeçar minha caminhada e ser desta vez presenteada com a placidez de quem não quer nada.
Queria voar , voar um momento, a terra olhar sem ter pensamentos.
E então gargalhar como uma criança sem me preocupar se a vida é lambança.